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Pigmentos da Antiguidade

A disponibilidade de pigmentos foi mudando e evoluindo com o passar do tempo. Antigamente, o número de opções era bem menor, o que obrigava os artistas a misturarem os materiais para criar novas possibilidades. Basicamente, contava-se com as cores primárias: vermelho, azul e amarelo – além dos tons terrosos, o preto e o branco.


Trabalhando com essas cores básicas e experimentando, descobrimos o rico número de tons que é possível criar, por meio de diversas combinações. Alguns pigmentos existentes na antiguidade foram substituídos de forma moderna, o que também fez com que cores do passado se modificassem.


Alguns dos pigmentos utilizados entre o fim de pré-história e início da idade média são:


Preto de Carbono – feito de carvão vegetal e considerado o mais antigo conhecido pelo homem. Variações: Preto de Fumo (queima de vela e comsbustíveis), Preto de Videira (folhas de parreira) e Preto de Marfim (queima de ossos carbonizados, mais azulado).


Sombras – composto básico de terra e diferentes óxidos, variando os tons. São os terrosos mais importantes, junto com os ocres.


Amarelo e Vermelho Ocres – insubstituíveis numa paleta, produzidos a partir de argila rica em óxido de ferro.


Branco – muito antigo, é a mistura de hidróxido de cálcio com carbonato de cálcio.


Realgar – pigmentos naturais que variam de amarelos quentes, tons de laranja até vermelhos de baixa intensidade. Usados como guache, aquarela e óleo.


Malaquita – verde obtido do carbonato de cobre básico, mais claro, com variações de temperatura. Pode ser incompatível com pigmentos de contenham sulfeto.


Azurite – versão azulada da Malaquita. Tende a descolorir quando aplicado em camadas grossas.


Índigo – azul escuro da planta Isatis Tinctoria, não permanente.


Vermelho de chumbo – tóxico, tem cor desbotável, é um composto tóxico de litargírio, muito usado em iluminuras.


Terra Verte – feito de barro, o que faz com que o tom possa variar do verde terroso escuro ao mais claro, não muito intensos.


Branco de Chumbo – excelente cobertura e efeito de textura, quando usado em finas camadas. Por ser composto de carbonato de chumbo, é tóxico.



Fonte: Cozinha da Pintura


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